sábado, 19 de abril de 2014

CÁLCULO DE ÁREA


O cálculo de áreas é utilizado para várias áreas, como: Arquitetura, Urbanismo, Engenharia Civil, e em outras profissões. Este estudo é fundamental para a Topografia, Cartografia e em outras ciências que estudam a Terra com grande aplicação em projetos, levantamentos cadastrais para avaliações, compra e venda de terrenos, desapropriações, levantamento de impostos, partilhas, escrituras, etc.. Onde para a realização de qualquer projeto é necessário conhecer a forma, as dimensões, o relevo, como também a área do terreno onde será implantado o projeto.

Para o cálculo de área são utilizados os seguintes métodos citados abaixo:

1. Terrenos de forma geométrica simples (baseados em áreas de figuras geométricas conhecidas), como: 


A) Retângulo



B) Triângulo Retângulo


C)  Triângulo Qualquer


OBS: A altura (h) corresponde a distância perpendicular da base ao seu vértice oposto.

D) Trapézio


OBS: Para uma forma poder ser definida como trapézio, as bases devem ser paralelas.

E) Círculo


2. Terrenos de formas irregulares (Curva) -  FÓRMULA SIMPSON

 A fórmula de Simpson é utilizada para calcular áreas que apresentam formas irregulares (formas não conhecidas geometricamente), como mostra a figura abaixo:



Para calcular esses tipos de áreas utiliza-se a fórmula a seguir:



Aonde:
      d = Distância entre ordenas
      E = Somatória das ordenadas externas
      I  = Somatória das ordenadas ímpares internas
      P = Somatória das ordenadas pares


1 – Normas de utilização da fórmula de Simpson:
O primeiro passo e traçar uma reta base, a partir da qual vão ser traçadas as ordenadas de forma PERPENDICULAR.


a)   As ordenadas devem ser numeradas a partir de 1 (a primeira deve ser Y1).
b)    As partes formas entre as ordenadas devem ter uma distância homogênea (d).
c)    As partes devem ser sempre um número PAR de divisões (dando como resultado número ímpar      de ordenadas).
d)    O número de partes mínimo é de 4 (resultando 5 ordenadas).
e)    A distância entre ordenadas não deve ultrapassar 1 cm, em escala de até 1:100, e não mais de        0,5 cm em escalas maiores que 1:100 (1:200, 1:500, etc.)


2 – Significados da fórmula de Simpson:

a)    d = distância entre as ordenadas.



b)    E = somatório do comprimento das ordenadas extremas = Y1 + Y11.


c)   I = somatório do comprimento das ordenadas impares internas = Y3+ y5 + Y7 + Y9.


d)    P = somatório do comprimento das ordenadas pares = Y2+ y4 + Y6 + Y8 + Y10.


Exercício prático passo a passo



1° Passo:

Traçar uma reta base com o maior comprimento possível dentro da ara a ser calculada. As ordenadas deverão ser traçadas perpendiculares à esta.



2° Passo:

Analisar a escala, para saber qual o valor de d a ser utilizado.
Como se trata de uma escala 1:500, deve-se utilizar o d de até 0,5 cm.
Traçar as ordenadas perpendiculares a linha traçada acima.


De acordo com a norma mencionada acima, o numero de ordenadas deve ser um número ímpar. Neste caso devemos calcular por separado, duas áreas: a primeira área até a ordenada Y23 e a segunda área posteriormente.


3° Passo:

Encontrar os valores das variáveis da fórmula de Simpson.

- Cálculo de S1:


  • d = 0,5 cm (segundo a norma mencionada acima, esta distancia depende da escala, neste caso que e maior de 1:100, deve ser de meio centímetro).
  • E= somatório das ordenas externas

         Y1 = 0,6 cm (nas extremidades do terreno, deve-se pegar a distância entre os dois pontos de                    tangência da ordena com a curva do terreno)

              Y23 = 1,5 cm


Portanto, 
E = 0,6 + 1,5 = 2,1 cm

  • Ordenadas ímpares (I – somatório do comprimento das ordenadas ímpares internas)

         Y3 = 2,0 cm
         Y5 = 2,7 cm
         Y7 = 3,2 cm
         Y9 = 3,4 cm
         Y11 = 3,6 cm
         Y13 = 3,6 cm
         Y15 = 3,6 cm
         Y17 = 3,5 cm
         Y19 = 3,3 cm
         Y21 = 2,7 cm


Portanto,
I = 2,0 + 2,7 + 3,2 + 3,4 + 3,6 + 3,6 + 3,6 + 3,5 + 3,3 + 2,7 = 31,6 cm

  • P = somatório do comprimento das ordenadas ímpares internas

        Y2 = 1,4 cm
        Y4 = 2,4 cm
        Y6 = 2,9 cm
        Y8 = 3,3 cm
        Y10 = 3,5 cm
        Y12 = 3,6 cm
        Y14 = 3,6 cm
        Y16 = 3,6 cm
        Y18 = 3,4 cm
        Y20 = 3,0 cm
        Y22 = 2,2 cm


Portanto,
P = 1,4 + 2,4 + 2,9 + 3,3 + 3,5 + 3,6 + 3,6 + 3,6 + 3,4 + 3,0 + 2,2 = 32,9 cm

4° Passo:

Depois que as variáveis foram encontradas, utilizar a fórmula para calcular a área.


S1 = 1/3 * (0,5) * (2,1 + 2 * 31,6 + 4 * 32,9) = 32,82 cm2

- Cálculo de S2:

Neste caso usa-se a última ordenada do cálculo anterior para traçar as ordenadas perpendiculares a ela.

Como se trata de uma escala 1:500, deve-se utilizar o d de até 0,5 cm.

Segundo a norma para o cálculo de área, deve-se ter no mínimo 4 partes. Se formos considerar 0,5 cm, então a reta deve ter o equivalente de 2 cm, mas neste caso a reta corresponde a 1,5 cm, então deve-se dividir este valor por 4, ou seja, 4 partes iguais. Então o d corresponde à 0,38.


  • E= somatório do comprimento das ordenas externas

         Y1 = 0 cm (Não possui dois pontos de tangência, trata-se de apenas um ponto)
         Y5 = 0 cm (Não possui dois pontos de tangência, trata-se de apenas um ponto)


Portanto,
E = 0 + 0 = 0 cm
  • I= somatório do comprimento das ordenadas ímpares internas

         Y3 = 0,5 cm


Portanto, 
I = 0,5 cm
  • P = somatório do comprimento das ordenadas pares internas

Y2 = 0,3 cm
Y4 = 0,3 cm


Portanto,
P = 0,3 + 0,3 = 0,6 cm


4° Passo:

Depois que as variáveis foram encontradas, utilizar a fórmula para calcular a área.


S2 = 1/3 * (0,38) * (0 + 2 * 0,5 + 4 * 0,6) = 0,43 cm2

5° Passo:

- Calcular a área total (ST)

ST = S1 + S2

ST = 32,82 + 0,43 = 33,25 cm2


6° Passo: Transformar cm2 para m2 utilizando a escala dada no Exercício

Devido a que todo é medido em centímetros na folha de papel, no final do cálculo o resultado será centímetros quadrados.

Para ter a equivalência com a realidade, deve ser feita a transformação na escala correspondente. Importante lembrar que, tratando-se de superfície, a transformação e feita pelo quadrado da equivalência da escala, ou seja:

Se a escala é 1:500, significa que 1 cm = 500 cm lineais, ou seja 1 cm = 5 m


Mas, se tratando de superfície, considera-se esta distância nas duas dimensões:


Então a cada 1 cm2 temos a equivalência de 25 m2.

ST = 33,25 cm2 * 25 = 831,25 m2


7° Passo:

Calcular o volume do lago considerando uma profundidade (h) de 1,95 m.

V = S * h

V = 831,25 m2 * 1,95 m

V = 1.620,94 m3



domingo, 23 de março de 2014

EXERCÍCIO DE LEVANTAMENTO DE POLIGONAL - PASSO A PASSO

Se você tem calculadora HP, veja aqui como utiliza-la com o sistema sexagesimal.


a)  Rumos Calculados
Para calcular os Rumos utilizamos a fórmula a seguir:

r = r’ ± dE,D

r’ = rumo anterior
dE,D = deflexão para esquerda ou para direita

Utilizamos a regra a seguir, analisando o quadrante do rumo anterior para saber se somamos ou subtraímos na fórmula:



DICA:
Quando o resultado da fórmula for:
·         NEGATIVO = significa que esta mudando de NO ↔ NE e SO ↔ SE (deve-se desconsiderar o sinal)
·         > 90° E < 180° = significa que esta mudando de NO ↔ SO e NE ↔ SE (deve-se subtrair o resultado por 180°)
·         > 180° = significa que esta mudando de NE ↔ SO e NO ↔ SE (deve-se subtrair o resultado por 180°)

OBS: A dica não dispensa a análise do desenho da poligonal.

Ø Rumo de A = não é necessário o cálculo do mesmo, pois este já encontra-se informado no rumo lido.

Análise do desenho: 

Ø Rumo de B

RB = 59° 59’ + 119° 57’ (subtração, devido a analise do quadrando do rumo anterior – SO)
RB = – 59° 58’ (como o resultado foi NEGATIVO, deve-se desconsiderar o sinal e significa que está mudando de SO para SE)
RB = 59° 58’ SE

Análise do desenho:
  •  Projetar o Rumo anterior no ponto B


  • Indicar a deflexão no ponto B

  • Depois de calculado, indicar o Rumo de B 



Ø Rumo de C

RC = 59° 58’ + 89° 58’ (adição, devido a analise do quadrando do rumo anterior – SE)
RC = 149° 56’ (como o resultado está entre 90° e 180°, deve-se subtrair 180° do resultado e significa que está mudando de SE para NE)
RC = 149° 56’ – 180° = 30° 04’ NE

Análise do desenho:
  • Projetar o Rumo anterior no ponto C


  • Indicar a deflexão no ponto C

  • Depois de calculado, indicar o Rumo de C 


Ø Rumo de D

RD = 30° 04’ – 60° 02’ (subtração, devido a analise do quadrando do rumo anterior – NE)
RD = – 29° 58’ (como o resultado foi NEGATIVO, deve-se desconsiderar o sinal e significa que está mudando de NE para NO)
RD = 29° 58’ NO

Análise do desenho:
  • Projetar o Rumo anterior no ponto D


  • Indicar a deflexão no ponto D

  • Depois de calculado, indicar o Rumo de D 


Ø Rumo de A’ = (Por se tratar de uma poligonal fechada é necessário calcular o rumo de A’ para posteriormente calcularmos o Erro da poligonal)

RA’ = 29° 58’ + 90° 02’ (adição, devido a analise do quadrando do rumo anterior – NO)
RA’ = 120° 00’ (como o resultado está entre 90° e 180°, deve-se subtrair 180° do resultado e significa que está mudando de NO para SO)
RA’ = 120° 00’ – 180° = 60° 00’ SO

Análise do desenho:
  • Projetar o Rumo anterior no ponto A'


  • Indicar a deflexão no ponto A'


  • Depois de calculado, indicar o Rumo de A' 



b)  Comprimento dos lados
Para acharmos o comprimento dos lados é necessário calcularmos a coluna ESTACA, onde cada estaca corresponde a 20 metros. Esta coluna corresponde ao comprimento da poligonal, do ponto inicial até um ponto qualquer, ou seja, no último ponto da poligonal (A’) na coluna da estaca, encontramos o perímetro da poligonal, pois corresponde ao comprimento total da poligonal.


ESTACA

A
0 (Ponto incial)
B
7 + 10,00 (7 * 20 + 10 = 150 m)
C
15 + 12,00 (15 * 20 + 12 = 312 m)
D
19 + 10,50 (19 * 20 + 10,5 = 390,5 m)
A’
0 (Ponto inicial)= 24+10,50 (24 * 20 + 10,5 = 490,5 m)

Após calcular a coluna acima, deve-se calcular a coluna do COMPRIMENTO DOS LADOS. (Para realizamos este cálculo, devemos pegar o valor da linha atual correspondente a coluna ESTACA menos a linha anterior)


ESTACA
COMPRIMENTO DOS LADOS

A
0 (Ponto incial)
0 m
B
7 + 10,00 (7 * 20 + 10 = 150 m)
150 – 0 = 150 m
C
15 + 12,00 (15 * 20 + 12 = 312 m)
312 – 150 = 162 m
D
19 + 10,50 (19 * 20 + 10,5 = 390,5 m)
390,5 – 312 = 78,5 m
A’
0 (Ponto inicial)= 24+10,50 (24 * 20 + 10,5 = 490,5 m)
490,5 – 390,5 = 100 m


c)  Perímetro da Poligonal (Corresponde ao somatório do comprimento dos lados)


ESTACA
COMPRIMENTO DOS LADOS

A
0 (Ponto incial)
0 m
B
7 + 10,00 (7 * 20 + 10 = 150 m)
150 – 0 = 150 m
C
15 + 12,00 (15 * 20 + 12 = 312 m)
312 – 150 = 162 m
D
19 + 10,50 (19 * 20 + 10,5 = 390,5 m)
390,5 – 312 = 78,5 m
A’
0 (Ponto inicial)= 24+10,50 (24 * 20 + 10,5 = 490,5 m)
490,5 – 390,5 = 100 m

Perímetro
490,5 m

DICA:
Para conferir os cálculos, o somatório do comprimento dos lados deve ser igual ao resultado da ultima linha da coluna ESTACA.

d) Erro de fechamento angular, corresponde a fórmula a seguir:

Erro = ΣdD – ΣdE ± 360°

Erro =  (0) – (119° 57’ + 89° 58’ + 60° 02’ + 90° 02’) + 360° = 0° 01’

DICA:
Quando o resultado de ΣdD – ΣdE, for NEGATIVO deve-se somar 360°, mas quando for POSITIVO deve-se subtrair 360°.

e)  Se a poligonal pode ou não ser aceita, sendo o aparelho usado de grande precisão;

Para sabermos se ela pode ou não ser aceito é necessário calcularmos o LIMITE DO ERRO, de acordo com a formula a seguir:


ϴ = Depende do aparelho, pois existem Aparelhos de Grande Precisão (0° 0’ 57’’) e de Média Precisão (0° 02’ 30’’).
n = número de lados


Resposta: Como o Erro (0° 01’) < LE (0° 03’ 48’’), a poligonal pode ser aceita.

f)   Se a poligonal é aberta ou fechada.


Resposta: Como o ponto inicial e o final correspondem ao mesmo ponto, significa que a Poligonal é Fechada.

Resposta Final:


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

EXERCÍCIO PASSO A PASSO - SE


Se você tem calculadora HP, veja aqui como utiliza-la com o sistema sexagesimal.




A) DECLINAÇÃO ATUAL:

1º Indicar o Norte Magnético de 1963 conforme o enunciado.





2º Indicar o Norte Magnético atual através da Variação Total.

TEMPO = 2014 - 1963 = 51 anos
VARIAÇÃO TOTAL = 51 x 0º 12' = 10º 12' OC



3º Declinação atual

DECLINAÇÃO 2014 = 10º 12' - 3º 40' = 6º 32' OC



LOCALIZAÇÃO DO EIXO

De acordo com enunciado: Um levantamento topográfico realizado em 1963, projetou um eixo em um aeroporto, cujo o rumo era de 72° 36' 44'' SE.



Como o eixo encontra-se no quadrante SE é necessário indicar os ângulos representados nos quadrantes de cima, para os quadrantes de baixo, ou seja, aplicar a teoria dos ângulos opostos.




B) RUMO MAGNÉTICO ATUAL

RUMO MAGNÉTICO 2014 = 72º 36' 44" - 10º 12' = 62º 24' 44" SE




C) RUMO VERDADEIRO

OBS: O Rumo Verdadeiro é o mesmo para qualquer ano, pois o Norte Verdadeiro é imutável.

RUMO VERDADEIRO = 72º 36' 44" - 3º 40' = 68º 56' 44" SE



D) RUMO MAGNÉTICO DE 1963

OBS: Informado no enunciado. Não precisa fazer outra indicação.

RUMO MAGNÉTICO 1963 = 72° 36' 44'' SE



E) AZIMUTE MAGNÉTICO ATUAL

AZIMUTE MAGNÉTICO 2014 = 180º - 62º 24' 44" = 117º 35' 16"



F) AZIMUTE VERDADEIRO

AZIMUTE VERDADEIRO = 180º - 68º 56' 44" = 111º 03' 16"



G) AZIMUTE MAGNÉTICO DE 1963

AZIMUTE MAGNÉTICO 1963 = 180° - 72° 36' 44'' = 107° 23' 16''


H) ANO DE DECLINAÇÃO NULA

3º 40' / 0º 12' = 18,33 anos,  desconsiderar as casas decimais.

1963 + 18 = 1981